Preocupação – é o que mantém muitos de nós acordados à noite e é o que perturba irritantemente as pessoas quando elas tentam trabalhar, aproveitar a vida e relaxar. Quando ansiedade e medo são sentimentos implacáveis ​​podem ser debilitantes e drenar sua energia – emocional e física.

Para muitas pessoas, preocupar-se tornou-se habitual e automático; um mal generalizado que não distingue situações demandem preocupações de outras situações que podem ser consideradas banais. E como outros hábitos e comportamentos, a preocupação excessiva pode ser controlada.

As pessoas que se preocupam muito não conseguem se divertir e viver. Elas não são capazes de se concentrar em objetivos próximos, pois estão preocupadas e ansiosas com objetivos distantes. A vida pode ser muito mais cansativa e sem prazer. Simplificando: fica muito mais complexo ser feliz, e alcançar a  realização pessoal e profissional.

Você quer saber como evitar as preocupações e começar a viver? Saiba que esse é o título de um grande livro de Dale Carnegie, um dos grandes escritores americanos, que foi influenciado por filósofos e pelos grandes pensadores de todos os tempos, e por sua vez influenciador da liderança empresarial do início do último século. A seguir, veja como se preocupar menos e viver mais com base na psicologia universal e do livro de Carnegie.

Pense em se preocupar de maneira diferente:

Com que finalidade a preocupação serve? Isso faz com que os problemas desapareçam? Impede que eles aconteçam ou piorem? Permita-se tempo para se preocupar: muitos preocupados crônicos sentem que não têm controle sobre isso. Eles dizem a si mesmos coisas como “apenas não se preocupe” ou “não pense sobre isso”. Essa abordagem de parar de pensar raramente funciona. A razão é um comando negativo e as pessoas simplesmente não processam isso bem. Isso força você a pensar sobre o que você está tentando evitar.

“Crie a hora da preocupação”: essa técnica eficaz para diminuir preocupações em excesso, criada pelo professor Ad Kerkhof, é a “hora da preocupação”. Um dos fatores mais prejudiciais da preocupação é o fato de que, quanto mais você determina que deve parar de se preocuparmais você se sente ansioso. Isso acontece porque, quando você diz: “não vou me preocupar com isso”, o cérebro elimina a palavra “não” e entende apenas o restante da mensagem.

A técnica é baseada em terapias cognitivo-comportamentais e consiste em determinar um momento ao longo do dia para encarar as preocupações. Nesse intervalo, dedique-se apenas a isso. Dessa forma, você estabelecerá uma atividade e depois poderá se desligar disso e se dedicar a outras coisas.

Dito isso, designe tempo para se preocupar. Permita-se 15 minutos por dia para fazê-lo. Escolha um momento em que geralmente você está mais relaxado, mas não perto da hora de dormir. Deixe seus pensamentos jorrarem. Se você quiser, preocupe-se mais intensamente durante este período do que você normalmente faz.

Aceite que você não pode controlar tudo

Pergunte a si mesmo: eu tenho controle sobre o assunto? Muitas das coisas sobre as quais as pessoas se preocupam, não conseguem ter nenhum controle sobre as mesmas, mas poderão dominar o seu pensamento. Por exemplo, o clima. Não podemos controlá-lo, mas podemos nos preparar para ele.

Um dos motivos que levam uma pessoa a ficar ansiosa é o hábito de tentar controlar tudo ao seu redor. Nesse caso, ela tenta prever todas as possíveis variáveis sobre determinadas situações, tentando garantir meios de controlar os resultados. Só que ninguém pode ter controle de tudo na vida, e essa expectativa acaba por gerar frustração. Até porque ninguém consegue prever o futuro e as variáveis que o envolvem.

Dessa forma, se você quer fugir da preocupação e da ansiedade, aceite que não pode controlar tudo. Livre-se dessa pseudo segurança e deixe as coisas acontecerem naturalmente. Muitas vezes, não importa o quanto você se preocupe, as coisas sairão de controle — e isso faz parte da dinâmica da vida.

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Faça amizade com a incerteza. Sinta-se bem por não saber exatamente como as coisas vão acabar. Aceite a imprevisibilidade da vida. Você pode imaginar como seria a vida sem graça se soubéssemos tudo o que aconteceria? Pense em tudo o que está certo com a vida e abrace a ambiguidade. Carnegie cita White Queen: “A norma é bloquear o ontem e o amanhã, jamais, porém, o hoje”: Muitos de nós agimos assim: remoemos o ontem e nos afligimos com o amanhã, em vez de, sem demora, vivermos o momento que se apresenta a nós.

Como manter um comportamento profissional diante das preocupações

Evite o isolamento, deixando de compartilhar seus problemas com as pessoas mais próximas, pois como as horas de trabalho são longas, se não houver qualquer tipo de diálogo, a possibilidade de acúmulo de estresse é maior;

  • Evite também a exposição demasiada. Não divida seus anseios com todos ao redor, pois é possível que haja pessoas interessadas em escutar suas questões apenas para descobrir suas fraquezas para usar em ataques contra você no futuro;
  • Seja discreto, cuidando para que seus assuntos pessoais sejam tratados de maneira reservada. Procure fechar a porta ou afastar-se quando for tratar de assuntos pessoais ao telefone durante o expediente. Se estiver resolvendo os problemas pessoais pelo computador, certifique-se de fechar as janelas de conversas ou sites quando sair da sala por qualquer instante;
  • Não chore em público, pois algumas pessoas podem não entender seu momento de fragilidade e usar sua exposição emocional de forma errada e que possa prejudicar você.

Além de cuidar da conduta nos momentos de dificuldade, o profissional deve buscar alternativas para manter as rédeas sobre a expressão de seus sentimentos meditando, relaxando, distraindo-se, ocupando a mente com outros assuntos que não o problema, ou encontrando religiosidade dentro de si.

Seja um solucionador de problemas!

Há uma grande diferença entre se preocupar excessivamente e resolver problemas. O primeiro é sobre a repetição de pensamentos que são inúteis e leva a mais estresse e preocupação. O último é focado em sair do atual modo de pensar e tornar a vida melhor.

Por isso, é importante pontuar que a pressão excessiva pelo aumento da produtividade e cumprimento de metas, acrescido de certa dose de insalubridade envolvida em algumas profissões e ambientes profissionais, podem contribuir para o predomínio de preocupações e estresse na vida de uma pessoa.

Esse é um grande desafio a ser enfrentado individualmente e coletivamente no ambiente corporativo, pois esses elementos compõem um cenário que implica riscos de saúde física e mental aos seus colaboradores — incluindo ansiedade, depressão e a síndrome de burnout, por exemplo.

Cabe ressaltar que o Burnout é formado por diversos estados sucessivos que ocorrem em um tempo e representam uma forma de adaptação às fontes de estresse. Assim, Burnout e estresse são fenômenos que expressam sua relevância na saúde do indivíduo e da organização.

Portanto, ao considerar qualidade de vida no trabalho, de forma a englobar aspectos de bem-estar e saúde física e psicossocial, deve-se tomar medidas de prevenção e tratamento para que esses estados não afetem a organização de maneira a impedir a produtividade e o desenvolvimento, nem mesmo ao indivíduo na sua saúde e qualidade de vida. Afinal, como nos alerta Dale Carnegie em seu Livro de Ouro: “Lembre-se do preço exorbitante que poderá pagar pelas preocupações em termos de saúde.”

Dale Carnegie cita uma máxima de Thomas Carlyle capaz de livrar qualquer pessoa de preocupações: “O nosso principal objetivo não é ver o que se encontra vagamente à distância, mas fazer o que se acha claramente ao nosso alcance”. Pense em soluções para problemas reais e próximos. E comece agora.

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