Se alguém o perguntasse agora mesmo qual o seu objetivo para os próximos 10 anos, você saberia responder sem titubear? Claro que sucesso, vida financeira estável, saúde e felicidade são respostas comuns a muitos. Agora, serão mesmo esses os motivos que o farão levantar da cama todas as manhãs? Saber como definir metas é tão importante quanto traçar planos para alcançá-las.  

Definir sua meta é a única forma de direcionar os seus esforços. Sem saber o que se quer, bastante energia pode ser dispensada na direção errada. Portanto, ser específico já é um primeiro desafio. 

Entretanto, as metas existem em diferentes níveis: as de curto, de médio e de longo prazo. Isso quer dizer que várias podem ser determinadas simultaneamente, mas o sucesso se alcança quando todas estão voltadas para o mesmo macro-objetivo. Lidar com essa variedade de tempo, complexidade e consequência é o segundo desafio. 

Se estamos falando de macro-objetivo e de desafios intrínsecos a cada tarefa, não importa se o resultado é profissional ou pessoal, manter o foco é o terceiro desafio. Mas, antes de aprofundarmos nestes desafios, precisamos conversar sobre aquilo que pode afetar profundamente a sua capacidade de sustentar e retomar o foco perdido: o seu propósito. Continue a leitura. 

Definição de metas e propósito 

O seu objetivo é só seu. Portanto, você é a única pessoa que pode defini-lo. E esse deve ser um processo individual, onde, com franqueza, você precisa se perguntar o que realmente irá motivá-lo. Lembra das respostas comuns que citamos acima? O sucesso financeiro, por exemplo, não é sinônimo de felicidade para muitos. Pode ser um senso comum, mas não precisa ser a sua realidade. 

A motivação pessoal é fundamental para que uma meta seja definida. Sem ela, as chances de você “se perder” no caminho são grandes. Portanto, ao pensar em qual objetivo quer perseguir, pergunte-se sobre o valor dele. 

No ambiente corporativo, as metas são compostas por três partes: 

  • Objetivo: o que se quer alcançar; 
  • Valor: uma definição que possa mostrar se o que foi estabelecido foi obtido; 
  • Prazo: uma data final para a conclusão. 

Mesmo tendo origem em um cenário profissional, essas três regras devem ser seguidas quando falamos de objetivos pessoais. A diferença, claro, está no valor: enquanto as empresas determinam números que comprovam o sucesso, as metas pessoais não são tão fáceis de mensurar. 

Dizem que o primeiro passo é sempre o mais importante, certo? Não à toa, o primeiro passo de como definir suas metas ganhou tanto espaço. É apenas após você entender o propósito que estará pronto para dar seguimento ao processo. 

Onde as pessoas erram ao definir metas 

O que vem após a definição do macro-objetivo é a estruturação da sua jornada. Abaixo, você confere os pontos onde as pessoas falham ao avançar com os seus planos em ações práticas, e não apenas no pensamento. 

Não usar o método SMART 

Esse é mais um conceito da área dos negócios que pode ser aplicado na hora de definir metas. Quando ele não é usado, fica difícil determinar qual é o primeiro passo e o objetivo maior tende a ser mais difuso e volúvel. Nele, cada letra tem um significado: 

  • S, specific (específica): a meta deve ser clara. Saber o que deve ser conquistado, o que se espera alcançar com isso e como irá se desenvolver o plano de ação são questões que devem ser resolvidas; 
  • M, mensurable (mensurável): a meta precisa de um parâmetro que mostre a eficiência das ações e o cumprimento do que foi definido. Mesmo que seja uma meta pessoal, deve ser estipulada uma métrica que possa garantir a assertividade das ações; 
  • A, attanable (atingível): é impossível alguém comprometer-se com algo que não pode ser cumprido, e é o primeiro passo para ser tomado pela frustração. Deve ser feita uma análise honesta sobre a possibilidade de realização do que foi estipulado; 
  • R, relevant (relevante): aqui, se encaixa a definição de valor que falamos anteriormente. Se a meta não tiver relevância, será muito difícil construir motivação para alcançar a meta determinada; 
  • T, time based (temporal): quando não é estabelecido um limite de tempo para a concretização do objetivo, é praticamente impossível fazer um planejamento. 

Falta de um plano de ação 

Quando falamos em gerenciar tarefas, damos a dica de fracionar as maiores em pequenas partes, mais fáceis de cumprir. Quando se fala de suas metas, frequentemente essa etapa é dispensada. Algumas pessoas pensam que basta ter o objetivo que você deseja alcançar e os passos que precisará percorrer aparecerão naturalmente. 

Você quer chegar à gerência do setor? Ótimo. Quantas vezes você se pega apenas no desejo e se contenta em apenas fantasiar sobre como seria? Neste caso, o progresso será zero. 

Falta de compromisso 

Passada a fase de planejamento, vem a execução. De nada adianta saber como definir metas e não colocá-las em ação. Quase que a totalidade do sucesso depende apenas de você mesmo, portanto, ele exige grande disciplina e dedicação. 

Quando as pessoas guardam seu objetivo apenas consigo mesmas, o comprometimento tende a ser bem menor. Confiar apenas na memória para manter tudo (propósito, metas, prazos e passos) sempre ao seu alcance é uma receita para o desastre. 

Ficar estagnado 

Especialmente se a sua meta for de longo prazo, a vontade de abandonar o planejamento pode aparecer algumas vezes no decorrer das etapas. O tamanho da meta e o tempo que leva para atingi-la parecem grandes demais quando comparados à capacidade de execução e aos recursos disponíveis.  É por esse motivo é tão difícil se manter engajado e entusiasmado de maneira permanente. 

Quanto maior o prazo, é praticamente certo que mudanças acontecerão na trajetória. Essa incerteza é mais um fator que leva algumas pessoas à paralisia. 

Gostou de estar alerta aos riscos quando definir metas pessoais e profissionais? Continue lendo sobre desenvolvimento pessoal no artigo Motivação pessoal: 5 dicas para mantê-lo motivado e complemente o seu conhecimento!