Seja você um líder ou alguém que almeja essa posição, saiba que a empatia no trabalho tem sido mais que uma habilidade apreciada, mas sim, priorizada em postos de alto escalão. Um relatório de 2018 chamado “O Estado da Empatia no Trabalho”, revelou que 96% dos entrevistados consideram a empatia uma característica importante de se ter na empresa. Em contrapartida, 92% disseram que ela ainda é subestimada no ambiente em que trabalham.

De fato, o ambiente corporativo ainda é carregado de pressão pelo cumprimento de metas (quem trabalha com vendas sabe muito bem disso), mas esse fato só faz com que a empatia seja ainda mais necessária no dia a dia de toda a organização.

Mas, afinal, o que é empatia? É possível desenvolvê-la ou é uma característica natural de poucos? Neste artigo, você vai encontrar as respostas para essas perguntas e entender porque a empatia no trabalho é tão fundamental para se desenvolver, tanto como profissional, quanto como ser humano.

Empatia: entenda o conceito

Você já deve ter ouvido que, antes de criticar alguém, é “preciso calçar os seus sapatos”. Essa é uma máxima antiga que se encaixa muito bem no conceito de empatia. Ser empático é ter a capacidade de se colocar, verdadeiramente, no lugar no outro. De, basicamente, conseguir sentir o que o outro sente.

Para deixar mais claro, considere este exemplo: você e um colega têm um projeto importante para apresentar. O desenvolvimento foi árduo e vocês trabalharam incansavelmente. Ao concluir, estão certos de que fizeram um bom trabalho e de que ele será bem recebido pelos superiores. Acontece que, pouco antes da apresentação, seu colega avisa: o filho ficou doente e ele precisa levá-lo ao médico, por este motivo, não poderá comparecer. Ou seja, você terá que conduzir a apresentação sozinho.

Parece difícil manter a calma? De fato, ter os planos modificados dessa forma não é nada agradável. Porém, pessoas empáticas conseguem fazer o exercício de se colocar nas circunstâncias do outro.

Talvez, elas não tenham um filho e não saibam exatamente o que o colega está passando, mas conseguem se imaginar em situações que as fariam cancelar o compromisso. Elas conseguem entender que, para o outro, a decisão também pode não ter sido fácil, sendo fonte de frustração por precisar desmarcar um compromisso.

Não apenas entender, mas conseguir sentir e pensar como o outro é um dos pilares mais importantes da inteligência emocional. Ser empático é mais que apenas respeitar e validar as emoções alheias, é inserir-se no contexto do outro.

Porque a empatia no trabalho é tão importante

O mercado de trabalho está em constante transformação. Novas competências, a chegada de novas gerações ao mercado de trabalho e novos valores ocasionam mudanças no ambiente empresarial. E nem sempre é fácil lidar com todas elas.

Conviver com pessoas diferentes, com tantas jornadas e prioridades distintas pode ser bastante complicado. É exatamente por isso que a empatia no trabalho, hoje, é tão valorizada. Encontrar profissionais empáticos, que pensam na equipe, no clima organizacional e no bem-estar para que todos possam se desenvolver melhor, é cada vez mais necessário.

Além da melhora no ambiente de trabalho, que não é mensurável, alguns dados ajudam a entender porque a empatia no trabalho é algo que deve ser estimulado em todas as organizações:

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  • 80% dos millenials (nascidos entre a década de 80 e o começo dos anos 2000) entrevistados dizem que mudariam de emprego se o empregador atual se tornasse menos empático;
  • 66% dos baby boomers (nascidos entre 1945 e 1960) também buscariam outro emprego caso sentissem menos empatia vinda do gestor;
  • 77% disseram que trabalhariam mais horas para um empregador empático.

Agora que você já entendeu a importância da empatia no trabalho, conheça algumas dicas para exercitar essa habilidade.

3 dicas para desenvolver a empatia no trabalho

Se você chegou até aqui, já percebeu que a empatia pode ser desenvolvida. Na verdade, ser empático é uma escolha que deve ser relembrada todos os dias. Aqui estão três dicas que podem ajudar você a aprimorar essa competência.

1. Ouça e compreenda o outro

No livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, o autor Dale Carnegie cita o psicólogo Carl Rogers:

“Descobri que permitir-me compreender uma outra pessoa é de enorme valia. (…) Quando alguém expressa sentimentos, atitudes ou crenças, nossa tendência é, quase imediatamente, sentir que “isto é certo”, “isto é tolice”, “isto é anormal”, “isto é insensato”, “isto é incorreto”, “isto não é bom”. Raramente, e muito raramente, nós nos permitimos compreender precisamente o que significam as afirmações para a outra pessoa.”

Ouvir é o primeiro passo para quem deseja desenvolver a empatia no trabalho. Mas, como citado acima, mais que ouvir, é preciso “compreender precisamente” o que o outro diz.

2. Aprenda a controlar as suas emoções

Este é mais um pilar da inteligência emocional. Saber reconhecer e controlar as emoções em situações de estresse é um importante exercício de empatia. Em diversas situações é preciso respirar fundo e não ceder à tentação de responder de maneira ríspida, ou julgar as ações de um colega.

Esse tempo entre a informação e a ação é essencial para evitar atitudes impensadas e que não acrescentam em nada na resolução de problemas.

3. Evite suposições

Como dito por Carl Rogers: “(…) nossa tendência é, quase imediatamente, sentir que “isto é certo”, “isto é tolice”, “isto é anormal””. Policie seus pensamentos e evite fazer pré-julgamentos e suposições sobre os outros.

Assim como no exemplo em que o colega falta à apresentação para levar o filho ao médico, várias situações podem ter poder diferente sobre as pessoas. O que para você, parece ser irrelevante, para outro, pode interferir drasticamente na produtividade e estado de espírito.

Gostou de saber mais sobre empatia no trabalho? Se você ficou com alguma dúvida ou quer saber como aprimorar ainda mais essa habilidade, envie uma mensagem para a equipe do Portal Dale Carnegie.

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