Você já se sentiu como se não fosse autêntico? Como se a qualquer momento seus amigos ou colegas fossem descobrir que você é uma fraude, e você realmente não merece seu cargo e suas realizações? Muitos empreendedores e profissionais de alto nível compartilham um pequeno segredo: no fundo, eles se sentem como fraudes completas – suas realizações são o resultado de uma sorte inesperada.

Esses sentimentos são sintomas clássicos da Síndrome do Impostor, ou o que os psicólogos chamam de fenômeno impostor. Esse fenômeno psicológico reflete a crença de que você é um fracassado, inadequado e incompetente, apesar de evidências indicarem que você é habilidoso e bem-sucedido. Também pode assumir várias formas, dependendo do histórico, personalidade e circunstâncias de uma pessoa. Compreenda melhor ao longo deste artigo!

O que é síndrome do impostor?

Como adiantamos, a síndrome do impostor é a ideia de que você só teve sucesso devido à sorte, e não por causa de seu talento, esforço ou qualificações. Existem alguns padrões em pessoas que experimentam sentimentos de impostores:

Perfeccionismo

O perfeccionismo e a síndrome do impostor geralmente andam de mãos dadas. Pense nisso: os perfeccionistas, com a ambição irracional de querer que alguma coisa fique perfeita, estabelecem metas excessivamente altas para si mesmos, e por melhor que algo esteja, não conseguem dar por concluído nenhum objetivo, pois nunca acreditam que algo esteja bom o suficiente, assim, ao fim de qualquer meta atingida sentem-se sempre como impostores.

Os “perfeccionistas” estabelecem expectativas extremamente altas para si próprios e, mesmo que atendam a 99% de seus objetivos, eles se sentem fracassados. Qualquer pequeno erro fará com que eles questionem sua própria competência.

Não tem certeza se isso se aplica a você? Faça a si mesmo estas perguntas:

  • Você já foi acusado de microgerenciar seu time?
  • Você tem muita dificuldade em delegar? Mesmo quando você é capaz de fazê-lo, você se sente frustrado e desapontado com os resultados?
  • Você sente que seu trabalho deve ser 100% perfeito, 100% do tempo?

Para este tipo, o sucesso raramente é satisfatório, porque eles acreditam que poderiam ter feito ainda melhor. Mas isso não é produtivo nem saudável. Possuir e celebrar conquistas é essencial se você quiser evitar o esgotamento, encontrar contentamento e cultivar a autoconfiança.

Aprenda a ver seus erros com calma, observando-os como uma parte natural do processo. Além disso, esforce-se para agir antes de estar pronto. Force-se a iniciar o projeto que você está planejando há meses. A verdade é que nunca haverá o “momento perfeito” e seu trabalho nunca será 100% perfeito. Quanto mais cedo você for capaz de aceitar isso, melhor você estará.

Workaholismo

Como as pessoas que vivenciam esse fenômeno estão convencidas de que são falsas entre os colegas de negócios reais, elas geralmente se esforçam para trabalhar mais e mais com afinco. Mas isso é apenas um falso encobrimento de suas inseguranças, e a sobrecarga de trabalho pode prejudicar não apenas sua própria saúde física e mental, mas também suas relações com os outros.

Não tem certeza se isso se aplica a você?

  • Você fica até mais tarde no escritório do que o resto da sua equipe, mesmo depois de concluir o trabalho necessário daquele dia?
  • Você fica estressado quando não está trabalhando e acha o tempo de inatividade completamente desnecessário?
  • Você deixou seus hobbies e paixões cair no esquecimento, sacrificados para o trabalho?
  • Você se enxerga como se realmente não tivesse conquistado seu título (apesar de numerosos graus e conquistas), então se sente pressionado a trabalhar mais do que aqueles ao seu redor para provar seu valor?

Os workaholics com síndrome de impostores geralmente são viciados na validação que vem do trabalho, não no trabalho em si. Comece a treinar para se desviar da validação externa. Ninguém deve ter mais poder para fazer com que você se sinta bem consigo mesmo do que sua própria aprovação interna. Ao mesmo tempo, aprenda a considerar a aprovação externa, não necessariamente como o único selo de qualidade, mas como uma espécie de validação e reconhecimento do seu trabalho.

À medida que você se torna mais sintonizado com a validação interna e é capaz de nutrir sua confiança interior, afirmando que é competente e habilidoso, será capaz de aliviar a pressão ao avaliar quanto trabalho é razoável.

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Crença na “genialidade natural”

Essas pessoas acreditam que precisam ser um “gênio” natural. Em outras palavras, se eles levam muito tempo para dominar algo, sentem vergonha. Nesses casos, pessoas com síndrome de impostor têm seus padrões internos incrivelmente altos, assim como os perfeccionistas. Mas pessoas que acreditam no mito da genialidade natural não apenas se julgam baseadas em expectativas inatingíveis, elas também se julgam utilizando como critério acertar as coisas na primeira tentativa — o que em muitas situações pode ser considerada uma expectativa ridícula — assim, quando não conseguem fazer algo rápido ou fluentemente na primeira tentativa, o alarme da síndrome do impostor soa.

Não tem certeza se isso se aplica a você? Responda com sinceridade as seguintes questões:

  • Você está acostumado a se destacar sem muito esforço?
  • Você tem um histórico de obter sucesso absoluto ou fracasso completo, sempre situado nos extremos, em tudo que você faz?
  • Você foi informado com frequência quando criança que você era o “inteligente” em sua família ou grupo de amigos?
  • Quando você se depara com um revés, sua confiança cai porque não se apresentar bem provoca um sentimento de vergonha?
  • Você costuma evitar os desafios porque considera extremamente desconfortável tentar algo novo e que você ainda não domina completamente?

Para superar isso, tente se ver como um trabalho em progresso. Realizar grandes coisas envolve aprendizagem ao longo da vida e capacitação – para todos, até para as pessoas mais confiantes. Em vez de se culpar e ficar deprimido quando você não atingir seus altos padrões, identifique comportamentos específicos e mutáveis ​​que você pode melhorar com o tempo.

Individualismo

Não há problema em ser independente, mas não na medida em que você recusa assistência para que possa provar seu valor.

Não tem certeza se isso se aplica a você? Faça a si mesmo estas perguntas:

  • Você sente que precisa realizar as coisas sozinho?
  • “Eu não preciso da ajuda de ninguém.” Isso soa como você?
  • Você enquadra as solicitações em termos dos requisitos do projeto, em vez de suas necessidades como pessoa?

Por que as pessoas experimentam a síndrome do impostor?

Não há uma resposta única. Alguns especialistas acreditam que isso tem a ver com traços de personalidade – como ansiedade ou neuroticismo – enquanto outros se concentram em causas familiares ou comportamentais. Às vezes, memórias de infância, como sentir que suas notas nunca foram boas o suficiente para seus pais ou que seus irmãos o superaram em certas áreas, podem causar um impacto duradouro. As pessoas muitas vezes internalizam essas ideias: para serem amadas ou amáveis, é preciso alcançar o sucesso. Torna-se um ciclo de autoperpetuação.

Fatores externos a uma pessoa, como seu ambiente ou discriminação institucionalizada, também podem desempenhar um papel importante em estimular sentimentos de impostores. Um sentimento de pertencimento promove a confiança. Quanto mais pessoas se parecem com você, mais confiante você se sente.

Como lidar com a síndrome do impostor

Um dos primeiros passos para superar os sentimentos de impostores é reconhecer os pensamentos e colocá-los em perspectiva. Simplesmente observar esse pensamento em vez de envolvê-lo pode ser útil. Podemos ajudar as pessoas a deixarem ir e questionar mais criticamente esses pensamentos.

Você também pode reformular seus pensamentos. Lembre que a única diferença entre alguém que sofre de síndrome do impostor e alguém que não sofre é como ele responde aos desafios. As pessoas que não se sentem impostoras não são mais inteligentes, competentes ou capazes do que o resto de nós. É uma notícia muito boa, porque significa que temos apenas que aprender a pensar como não-impostores.

Também pode ser útil compartilhar o que você está sentindo com amigos ou mentores confiáveis. As pessoas que têm mais experiência podem tranquilizá-lo de que o que você está sentindo é normal, e saber que os outros estão na sua posição pode fazer com que pareça menos assustador. A maioria das pessoas experimenta momentos de dúvida e isso é normal. A parte importante é não deixar que a dúvida controle suas ações.

E se você gostou de ler esse texto, que tal começar a aprimorar sua inteligência emocional e se desvincular das crenças limitantes e da síndrome de impostor? Conte sempre com a Dale Carnegie para ajudá-lo nessa missão em direção ao sucesso!

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