Em um cenário coletivo, como o de uma equipe e de uma empresa, cabe ao profissional, como protagonista de sua carreira, estabelecer as regras que devem ser adotadas para alcançar seus objetivos. Para isso, são necessárias algumas características, como: proatividade, autocrítica e ambição dosada — que devem agir como combustível para transformar ideias em ações concretas.

Contudo, é preciso não confundir protagonismo com individualismo. Pois, tanto no âmbito corporativo quanto na vida pessoal e cotidiana, só crescemos quando as pessoas ao nosso redor crescem juntas. Pensando nisso, neste artigo vamos discutir e ajudá-lo a discernir com precisão a diferença entre protagonismo e individualismo. Confira!

O conflito entre individualismo e trabalho em equipe

Um profissional individualista coloca seu desejo de alcançar o sucesso pessoal em oposição ao sucesso coletivo. Ou seja, individualismo é a sobreposição dos valores do indivíduo em detrimento dos valores coletivos. No que diz respeito ao comportamento, o individualista vive em busca exclusivamente do que deseja, independente dos objetivos que condizem a uma outra pessoa ou grupo, por exemplo.

Como se pode observar a postura individualista conflita diretamente com a postura exigida no trabalho em equipe. A grande questão é que o trabalho em equipe envolve a interação dos indivíduos com um propósito comum, em que os interesses do indivíduo são secundários à unidade do grupo e à eficiência do grupo para executar a tarefa designada. Criar ambientes produtivos onde o trabalho em equipe consegue prosperar requer profissionais com comunicação altamente desenvolvida e habilidades interpessoais e uma estrutura organizacional que promova a colaboração e a parceria, em vez de competição e rivalidade.

Mas um profissional com espírito de equipe não precisa, e nem deve, abrir mão de seus sonhos e objetivos individuais. É extremamente possível se importar com o sucesso coletivo e desenvolver uma atitude protagonista. Pois o coletivismo se opõe ao individualismo, mas não necessariamente ao protagonismo. É possível ser um profissional que trabalha muito bem em equipe, que está interessado nos objetivos coletivos da corporação, que vibra com o êxito do trabalho em equipe; sem negligenciar seus interesses pessoais, sem esquecer quem você é, quem deseja ser em sua trajetória.

Qual a diferença entre um individualista e um protagonista?

Um individualista é motivado por recompensas e benefícios pessoais. As pessoas individualistas estabelecem metas e objetivos pessoais baseados em si mesmos. Trabalhadores individualistas sentem-se muito confortáveis ​​trabalhando com autonomia e não fazendo parte de uma equipe.

Enquanto um protagonista é também motivado por objetivos do grupo e não somente por interesses pessoais. Relacionamentos de longo prazo são muito importantes. Pessoas coletivistas sacrificam facilmente benefícios individuais ou elogios para reconhecer e honrar o sucesso da equipe. De fato, ser escolhido e honrado como um indivíduo do resto da equipe pode ser embaraçoso para a pessoa coletivista.

A importância do protagonismo profissional

O conceito de protagonismo trata-se de uma competência assumida pelo profissional que se considera o autor principal da sua história. Ele se considera o único responsável por sua própria evolução profissional e pessoal. É ainda aquele que, além de tomar decisões, sente-se responsável por executá-las.

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Ser protagonista é assumir a responsabilidade pelo resultado e, assim, fazer o que for preciso para obter êxito. De maneira geral, as características mais marcantes para quem se considera o protagonista da sua carreira, é um senso incomum de assumir responsabilidades, autoconfiança, liderança, persistência e decisões. Estes são traços da sua própria natureza/personalidade.

Além disso, é preciso ressaltar que o estado de protagonismo é totalmente independente da empresa, é uma responsabilidade do próprio profissional.

Algumas estratégias para quem deseja assumir o papel de protagonista da sua trajetória profissional são:

  • Investir no desenvolvimento contínuo das atitudes que todo protagonista deve ter: autoconhecimento, criatividade, habilidade de relacionamento interpessoal e capacidade de aprender.
  • Desenvolver uma atitude inteligente. Isso significa ter flexibilidade, visão de futuro, ponderação, autoconfiança, automotivação, estado presente e uma mentalidade estratégica para saber usar os recursos comportamentais e técnicos de forma inteligente.
  • Aceitar que não existe uma receita instantânea para o seu sucesso e, buscar alternativas para seguir em frente e obter bons resultados.
  • Aceitar que o grande responsável pela construção de uma carreira com significado, independentemente do ambiente e dos outros, é você mesmo. Ou seja, evite atribuir a culpa dos seus fracassos aos outros, como alertava Dale Carnegie: “Eis a natureza humana em ação, o culpado culpando todos menos a si mesmo”.
  • Manter um plano de ação como referência, permitindo espaço para o acaso, mas sem deixar para a vida a responsabilidade de te conduzir.
  • Ampliar sua autopercepção. O que gosta e o que não gosta, algo que saiba executar muito bem, uma característica que te diferencie, e em quais situações você melhor reage e melhor desempenha. Como dizia Carnegie: “Você nunca alcança o sucesso verdadeiro a menos que você goste do que está fazendo.” Mas, primeiro, é preciso autoconhecimento para descobrir o que se gosta. Invista tempo e energia para conhecer mais sobre você.
  • Investir em tornar seu conhecimento técnico de alto nível. Ou seja, ter o conhecimento necessário para alcançar seu objetivo. Realizar todas as pesquisas, investigações, cursos de aprimoramento, ler livros técnicos, ou seja, tentar sempre esgotar todo o emaranhado de fios agregadores para o alcance de um diferencial competitivo e, portanto, protagonismo em sua área.

Resumindo, visto como um todo, as empresas são empreendimentos coletivos, o que significa que vários indivíduos compõem a empresa e devem trabalhar juntos para atingir os objetivos corporativos. No entanto, cada trabalhador é, por si só, uma entidade independente, pelo que todas as empresas devem abordar a ideia do protagonismo no local de trabalho, a fim de se manterem eficientes e competitivas.

Inclusive, a busca do sucesso pessoal e felicidade é uma motivação poderosa. Toda a nossa sociedade baseia-se na suposição de que as pessoas promoverão seus próprios interesses. Se uma empresa pode alinhar os interesses do colaborador com os interesses do negócio, isso aumenta o moral e a produtividade. Nesse sentido, o protagonismo também está ligado à criatividade e inovação.

Agora, com essas informações ao seu alcance, você vai melhorar seu protagonismo em direção cada vez mais próxima de seus objetivos. Ficou com alguma dúvida? Tem mais alguma dica interessante sobre esse assunto? Não hesite em falar com a equipe da Dale Carnegie.

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