Se você pensa que está ouvindo a palavra “empatia” em todos os lugares, está certo. Agora está na boca de cientistas e líderes empresariais, especialistas em educação e ativistas políticos. Mas há uma questão vital que poucas pessoas perguntam: como posso expandir meu próprio potencial empático? A empatia não é apenas uma maneira de ampliar os limites do seu universo moral. De acordo com novas pesquisas, é um hábito que podemos cultivar para melhorar a qualidade de nossas próprias vidas.

Empatia é fundamental para a vida em sociedade. É fundamental para sua vida pessoal e também profissional. Isso porque uma pessoa age de uma determinada forma essencialmente porque existe alguma razão para isso. E tentar descobrir essa razão oculta é a chave para compreender melhor seus desejos, reações e sua personalidade – desvendando essa razão, você também será muito mais habilidoso nas interações com essa pessoa. Por exemplo, se você consegue descobrir o que o seu cliente realmente quer, irá muito além na entrega de sucesso.

Isso significa que a empatia melhora capacidade nas relações humanas. Ou seja, a capacidade de ver as coisas pelo ângulo das outras pessoas tão bem como pelo seu próprio — é um dos pontos-chave da sua carreira.

Por isso, a seguir, entenda o que é empatia e como desenvolvê-la.

O que é empatia?

Em seu livro “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, Dale Carnegie afirma a importância de procurarmos honestamente ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa. Esse conselho pode ser considerado a síntese da empatia.  No centro do livro está a importância de ver as coisas do ponto de vista da outra pessoa. Com muitos exemplos detalhados e memoráveis ​​de interações que as pessoas têm no dia a dia, onde o grau de empatia molda a forma como nos sentimos e fazemos os outros se sentirem.

A empatia é descrita como “a identificação psicológica com a experiência empírica e psicológica dos sentimentos, pensamentos ou atitudes do outro”. Roman Krznaric, autor de “Empatia: Por que é importante e como obtê-la ”, descreve a diferença entre empatia e simpatia: “A simpatia é sentir um tipo de afinidade com alguém, mas  sem esse passo extra de compreender o que essa pessoa está passando ou como está vivenciando o mundo”, diz ele.

Empatia é a capacidade de se colocar com precisão “no lugar de outra pessoa” – para entender a situação, percepções e sentimentos do outro do ponto de vista dela – e ser capaz de comunicar essa compreensão de volta para a outra pessoa. A empatia é uma habilidade fundamental para você ter como líder. Contribui para um entendimento preciso de seus funcionários, suas percepções e preocupações. Também aprimora suas habilidades de comunicação porque você pode sentir o que os outros querem saber e se eles estão recebendo de você ou não. Idealmente, seus funcionários podem aprender habilidades em empatia com você, ajudando-os a se tornarem líderes, gerentes e supervisores mais eficazes.

A empatia é por vezes confundida com simpatia. A simpatia envolve, na verdade, ser afetada pelas percepções, opiniões e sentimentos da outra pessoa. Por exemplo, se um empregado está frustrado e triste, o líder compreensivo experimentaria as mesmas emoções, resultando no líder muitas vezes lutando com os mesmos problemas que o empregado. Assim, a simpatia pode realmente atrapalhar a liderança efetiva.

Diretrizes para desenvolver a Empatia

A melhor maneira de pensar sobre a empatia é uma capacidade inata que precisa ser desenvolvida e vê-la como um detalhe em um quadro maior. A seguir algumas dicas:

1- Experimente as principais diferenças entre as pessoas

Um dos melhores exemplos de fortes habilidades em empatia são as pessoas que viajaram ou trabalharam em ambientes multiculturais. Elas aprenderam que a maneira como veem e experimentam as coisas é muitas vezes diferente dos outros. Pessoas com pouca ou nenhuma habilidade em empatia podem ter uma consciência intelectual dessas diferenças. No entanto, até que eles realmente experimentem essas diferenças, suas habilidades em empatia provavelmente permanecerão bastante limitadas.

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2- Aprenda a identificar seus próprios sentimentos – desenvolva alguma inteligência emocional

Muitos de nós são tão “objetivos” e “controlados” em relação a sentimentos que não podemos identificá-los facilmente em nós mesmos, muito menos nos outros.

Por exemplo, podemos confundir ideias analíticas e pensamentos racionais com sentimentos. Então, quando alguém lhe pergunta como se sente em relação a um projeto, você pode responder de forma pragmática: “Creio que temos muito o que fazer”. Em vez de pensar em como se sente do ponto de vista dos seus sentimentos, emoções, desejos e frustrações em relação ao projeto. Ou então, podemos não conseguir distinguir entre emoções que são relacionadas (parecidas), por exemplo, diferenciar frustração de irritabilidade ou felicidade de excitação. Isso é um problema real, que deve ser enfrentado com exercícios diários de depuração e compreensão real das nossas emoções e também das emoções alheias.

3- Peça regularmente a outras pessoas suas perspectivas e / ou sentimentos em relação a uma situação

Compare silenciosamente suas respostas ao que você poderia ter pensado que seriam. Essa abordagem não apenas ajuda você a aprimorar suas próprias habilidades empáticas, mas também ajuda você a aprender mais sobre seus funcionários.

4- Cultive a curiosidade sobre estranhos

Pessoas altamente empáticas têm uma curiosidade insaciável sobre estranhos. Elas vão falar com a pessoa sentada ao lado dela no ônibus… Elas mantém a curiosidade natural que todos nós tivemos quando crianças. Elas acham outras pessoas mais interessantes do que elas mesmas, mas não querem interrogá-las, respeitando o conselho do historiador oral Studs Terkel: “Não seja um examinador, seja o investigador interessado”.

A curiosidade expande nossa empatia quando falamos com pessoas fora do nosso círculo social habitual, encontrando vidas e visões de mundo muito diferentes das nossas.

Cultivar a curiosidade exige mais do que uma breve conversa sobre o clima. Crucialmente, é necessário entender o mundo dentro da cabeça da outra pessoa. Somos confrontados por estranhos todos os dias, como a mulher tatuada que entrega sua correspondência ou o novo funcionário que sempre almoça sozinho. Prepare-se para o desafio de conversar com um estranho toda semana. Tudo que requer é coragem.

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