A resiliência é um conceito “emprestado” da Física, que se refere à capacidade de alguns materiais de retornarem à sua forma original após terem sido submetidos à deformação. A Psicologia também passou a usar o conceito e, posteriormente, a Administração. Quando aplicado às empresas, aborda a capacidade não apenas de lidar e superar as adversidades, mas de aprender com elas. E, no ambiente profissional, sabemos que muitas podem ser as situações que exigem essa característica. 

2020, em especial, tem mostrado que esse atributo é necessário para qualquer tipo de negócio. Com as consequências do isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19, muitos líderes e empresários precisaram encarar baixa no faturamento, cortes nos salários e até demissões. Uma pesquisa recente realizada pela Dale Carnegie Training, entrevistou mais de 6.500 pessoas em 20 países, mostrou que 72% dos respondentes haviam passado alguma situação adversa no trabalho no ano anterior. A expectativa é que, em 2021, esse número seja ainda mais elevado. 

Neste artigo, vamos explorar mais esse conceito e mostrar a você por que a resiliência nas empresas pode ser a chave para uma equipe de alta performance. Acompanhe e conheça outros resultados obtidos pelo levantamento da Dale Carnegie Training que mostram como todos podem se beneficiar dela. 

Resiliência: os benefícios individuais, para as equipes e para a organização 

Embora as pesquisas sobre o impacto da resiliência nas empresas ainda sejam recentes, já é possível elencar algumas das vantagens encontradas. Um dos mais referenciados estudos sobre o tema dividiu os benefícios em três grupos: individual, equipe e organização 

  • No âmbito individual, foi constatado que os resilientes têm melhor performance, atitudes mais proativas, são mais satisfeitos com o trabalho, têm melhor saúde física e mental, além de menores índices de estresse; 
  • nas equipes, é notada maior coesão e cooperação, como também melhor desempenho, no que diz respeito às funções e maior interesse nas tarefas extrafunção; 
  • mas é nas empresas que os benefícios se sobressaem, proporcionando maior compromisso com as mudanças, inovação, agilidade nas ações e retenção no quadro de funcionários. 

O estudo conduzido pelo diretor de pesquisa e liderança da Dale Carnegie Training, Mark Marone, corrobora vários desses apontamentos. Dentre as respostas colhidas no levantamento, pessoas resilientes têm apenas 7% de chance de procurar um novo emprego ― contra 17% daqueles que apresentam um perfil menos adaptativo ―  e 63% está disposto a dar o seu melhor no trabalho. 

No que tange ao desempenho das equipes, os resultados não foram menos satisfatórios. 9 entre 10 daqueles que faziam parte do grupo considerado altamente resiliente, acreditam que abraçar as mudanças é a melhor forma de lidar com elas. Esse tipo de comportamento contribui significativamente para organizações mais ágeis, uma vez que colaboradores mais envolvidos têm participação direta na resolução de problemas e na busca por inovação. 

Como os líderes podem contribuir para a resiliência nas empresas 

Agora que você já percebeu o impacto positivo da resiliência nas empresas, deve estar se perguntando como estimular essa característica na sua equipe. O primeiro passo está em proporcionar um ambiente onde exista segurança psicológica. Assim, consegue-se despertar sentimentos que são fundamentais para a promoção dessa habilidade de superação e aprendizado, como conexão com o trabalho, sentir-se valorizado pelos superiores e capacitado para o seu trabalho. Essas emoções suportam o desenvolvimento de uma postura mais dinâmica frente às adversidades. 

O estudo conduzido por Marone e intitulado “Desenvolvimento de uma força de trabalho resiliente: como as organizações prosperam diante da adversidade, chegou a um número impressionante sobre a relação dessas emoções positivas e a habilidade de se adaptar e aprender com os desafios: 77% dos considerados altamente resilientes se diziam diretamente ligados a elas. Uma maneira de fomentar isso é por meio de uma cultura organizacional forte, que forneça um senso de orientação e significado, especialmente em momentos de crise. 

Um bom exemplo vem de um dos clientes atendidos pela Dale Carnegie. Uma empresa do segmento hospitalar vinha enfrentando dificuldades na comunicação entre os colaboradores, o que levava à falta de organização dos processos. Mais que isso: esses fatores contribuíam para que mais de R$500.000,00 em cobranças estivessem sendo negligenciados, ou seja, não estavam sendo faturados. 

A liderança da empresa, preocupada com o quadro, recorreu à Dale Carnegie Training para buscar estratégias de como revertê-lo. Após o curso, foram implementadas reuniões periódicas e táticas de otimização do tempo. O resultado foi perceptível de várias formas: 

  • melhora na comunicação entre os setores; 
  • redução dos níveis de estresse; 
  • atingimento de metas. 

Este último tópico merece atenção especial: a meta estipulada para faturamento dos valores pendentes era de R$185.000,00. Entretanto, a empresa conseguiu atingir R$345.000,00. A nova forma de comunicação, mais clara e objetiva, e o entendimento dos problemas que levavam à demora nos processos, certamente, foram os grandes responsáveis por uma equipe mais afinada e mais comprometida com os resultados. 

O papel da educação corporativa no desenvolvimento coletivo da resiliência 

Mesmo antes da pandemia, já vivíamos em um mundo VUCA. Esse é mais um conceito “emprestado”, desta vez da Escola de Guerra do Exército dos Estados Unidos, utilizado por grandes líderes e empresários para descrever as constantes mudanças que afetam o mercado e as organizações. A sigla se refere a volatility, uncertainty, complexity and ambiguity, ou seja, “volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade”. 

A resiliência, como qualquer outra característica, pode ser desenvolvida e trabalhada nas equipes. E é aqui que a educação corporativa entra como um recurso primoroso para as empresas. Afinal, promover um ambiente de aprendizado e valores compartilhados é outra maneira eficiente de apoiar os colaboradores a se sentirem mais conectados com o negócio e capazes de realizar o seu trabalho. 

Na pesquisa feita pela Dale Carnegie Training, 76% daqueles apontados como altamente resilientes dizem acreditar que a troca de informações, conhecimento e o programa de treinamento e desenvolvimento da empresa onde trabalham é eficaz. Desta forma, fica claro que fomentar um ambiente de colaboração, estabelecer uma cultura de aprendizado e oferecer os recursos adequados de trabalho é a melhor maneira de trabalhar essa característica nas equipes. 

Outro exemplo de como a educação corporativa pode exponenciar os resultados vem de uma empresa atendida pela Dale Carnegie. No início do curso, os desafios estavam claros: era preciso aumentar as vendas em 30% e ajudar o gestor a fazer o melhor gerenciamento do seu tempo. Mais uma vez, os resultados foram incontestáveis: os atrasos na produção foram reduzidos 99%, enquanto a produção aumentou 50%. O líder, que trabalhava 10h/dia, reduziu a jornada para 8h/dia. 

Se antes da crise sanitária o mundo corporativo já era marcado por mudanças constantes e cada vez mais rápidas, o que esperar do cenário pós-pandemia? De fato, essa é a resposta que muitos líderes e empreendedores vêm buscando e, infelizmente, ninguém se arrisca a cravar um diagnóstico. Por outro lado, sabe-se que a resiliência nas empresas será mais exigida que nunca. 

Esse, talvez, seja o melhor momento para desenvolver essa característica e estar pronto para a retomada que virá. Nós, da Dale Carnegie, há mais de 100 anos, ajudamos líderes e empreendedores a alcançarem resultados extraordinários. Neste link você encontra a lista de cursos disponíveis na sua região. Converse com um de nossos consultores e conheça todos os detalhes.