Um dos grandes desafios das organizações é a retenção de talentos, que não é um trabalho apenas do Recursos Humanos e sim dos gestores e líderes. Inclusive, segundo Dale Carnegie: “Os maiores êxitos profissionais devem-se à habilidade para dirigir as pessoas”. Nesse sentido, saber delegar é umas das competências fundamentais de gestão de pessoas e há falhas porque há medo dos gestores em delegar ou eles não sabem como delegar bem.

Ainda é muito comum a confusão entre “delargar” e “delegar”, as consequências que esse equívoco pode gerar são terríveis porque o líder, quando “delarga”, transfere ao liderado a autoridade na execução da atividade. O liderado vai lá e faz. Porém, como não tem a responsabilidade do resultado, pode não fazer ou fazer errado, gerando retrabalho e desperdício de tempo e recursos, aspectos que estão cada vez mais escassos nas empresas.

O pior é que a responsabilidade é do líder, porque, quando se delega, transfere-se autoridade na execução de algo e não responsabilidade. Se algo der errado, não adianta dizer que o liderado fez errado. Quem você acha que será cobrado pelos erros? O líder ou o liderado? De quem é a responsabilidade? Este artigo será dedicado a ensinar como e por que delegar e não “delargar”. Confira a seguir!

Delegar ou Delargar, eis a questão!

Muitos líderes confundem a competência de “delegar” com “delargar”, que significa “transferir a tarefa junto com a responsabilidade”, em que o líder anula seu papel e costuma colocar “a culpa” da falta de resultado no outro. Delegar é muito mais do que isso. É desenvolver e acompanhar todo o processo, fazer girar esse ciclo, sabendo a hora de “entrar e sair de cena”. Você não precisa conduzir, aprovar, nem mesmo conhecer todos os detalhes, mas precisa ter mecanismos que assegurem que todos estão caminhando com os mesmos valores e para a mesma direção.

Podemos pensar que há dois extremos em um contínuo de delegação de atividades: de um lado, há o gestor que não delega nada, ou quando delega faz a micro gestão de seus subordinados. Ficam sobrecarregados e não conseguem se concentrar em questões mais estratégicas. No outro extremo o gestor “delarga” e não estabelece pontos de verificação. Os subordinados se sentem abandonados e o gestor é frequentemente pego de surpresa com resultados ruins daquilo que delegou.

Como dissemos, é muito comum gestores que acreditam que delegar tarefas é apenas uma forma de deixarem de lado aquilo que não é importante, isto é, conseguirem se livrar de uma série de coisas que qualquer pessoa pode fazer. Esta apreciação incorreta os leva a despejarem atribuições nas mãos de quem ainda não está preparado para assumi-las e mais à frente, é claro, se deparam com uma performance aquém do liderado e a frustração de ambos. Contudo, tal atitude não pode ser intitulada como resultado da delegação e sim da delargação.

Delargar é exatamente isto: repassar a responsabilidade pela execução de uma tarefa para alguém que não possui experiência ou conhecimento suficiente para tal e aguardar uma boa entrega logo adiante. Afinal de contas, delargadores creem que delegar é simplesmente redistribuir responsabilidades, pouco importando tudo mais que precisa ser feito.

Portanto, para delegar corretamente é necessário que o líder compreenda que ele precisa reservar tempo ao liderado. Acompanhá-lo enquanto este aprende as novas funções e ainda não está seguro para caminhar sozinho. Demonstrar-se disponível para que as pessoas tenham a liberdade de fazerem as perguntas que evitarão erros tolos mais adiante.

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Este processo precisa ser percebido como uma estratégia não apenas para que você consiga mais tempo em sua agenda e sim um meio para promover o amadurecimento de sua equipe de trabalho, principalmente quando combinado com empowerment. Mas, o que o empoderamento significa exatamente? Praticar empowerment é enriquecer o cargo de alguém com responsabilidades que proporcionem o seu desenvolvimento. Destacar novas atribuições que ampliem o horizonte de percepção deste profissional e viabilizem oportunidades futuras para o mesmo na companhia sem que, a curto prazo, ele necessariamente tenha de mudar de cargo. Inclusive, entenda com profundidade o que é Enpowermente neste outro excelente artigo!

Contudo, tenha sempre em que mente que você delega a execução da tarefa e a corresponsabilidade ao liderado, mas o encargo maior pelo resultado da tarefa ainda continuará em suas mãos. Como um técnico de futebol que possui autonomia para escolher quem irá escalar na equipe titular, o jogador que baterá o pênalti decisivo e qual esquema tático será utilizado, são os bons resultados que o sustentarão no cargo. Muitas pessoas se frustram ao delegarem tarefas e voltam a atuar como centralizadores por acreditarem que seus liderados são incapazes de assumirem novas funções não sabem conduzir este processo corretamente.

Dicas para ser quem delega e não quem delarga

Como aconselhou Dale Carnegie “A melhor maneira de nos prepararmos para o futuro é concentrar toda a imaginação e entusiasmo na execução perfeita do trabalho de hoje”. Então, para ajudar o gestor a melhorar a produtividade e diminuir a rotatividade de seu time, compilamos algumas dicas fundamentais para quem precisa aprender a delegar de forma correta e evitar delargar.

Apesar de parecer simples, os erros são muito comuns e causam impacto negativo na produtividade das organizações. Para delegar corretamente é preciso:

  1. Encare a delegação de atividades como uma oportunidade de desenvolver as pessoas de sua equipe.
  2. Prepare-se para delegar: defina o que será uma tarefa bem-sucedida e quem da sua equipe é a pessoa mais adequada para se desenvolver com a tarefa.
  3. Comunicar, estabelecer prazos e metas, ouvir se há questões e não ficar no caminho.
  4. Estabeleça pontos de checagem, ou seja, as informações que precisa receber no curso da tarefa que está sendo executada.
  5. Diga os “quês” e “porquês”, deixe o “como” fazer com seus subordinados.
  6. Descubra quais as melhores tarefas para delegar. Por exemplo, delegue o tático, fique com o estratégico, delegue o que é de curto prazo, fique com o que é de longo prazo.
  7. Delegue para as pessoas que podem ser bem-sucedidas na tarefa porque delegar é uma ótima maneira de desenvolver e motivar as pessoas.
  8. Dê um prazo realista, ou seja, mais tempo do que você mesmo precisaria para a mesma tarefa.
  9. Monitore, mas não fique obcecado com as tarefas que foram delegadas, estabeleça pontos de verificação e esteja disponível para tirar dúvidas.

Uma vez dominada, a delegação torna-se parte de seu DNA gerencial e você obterá consistentemente excelentes resultados. Então não tenha medo de delegar tarefas. Se você sentir interesse em aprimorar ainda mais suas habilidades de delegação, entre em contato com a Dale Carnegie que desenvolve treinamentos baseados em  pilares fundamentais de capacidade de confiança e comunicação tão necessárias a quem deseja aprender a delegar com eficiência.

Se você sentir interesse em aprimorar ainda mais suas habilidade de delegação, entre em contato conosco. E entenda como Dale Carnegie desenvolveu suas obras e treinamentos em cima de alguns pilares fundamentais para relações humanas que incluem a capacidade de confiança e comunicação tão claras a quem deseja aprender a delegar com eficiência.

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